
Ricardo Almeida completou 25 anos de carreira com desfile comemorativo realizado na noite de quarta no Museu de Arte de São Paulo (MASP). O estilista que começou sua andança pela moda na função de representante de vendas, alcançou notoriedade internacional ao se tornar o "estilista do presidente" durante a vigência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Vídeos espalhados pelo MASP contavam o enlace de Ricardo com a moda. De início, toda a estrutura da celebração lembrava um show, um espetáculo: tapete vermelho, refletores gigantes, drinques servidos por belos bartenders, música de balada, moças de vestidos animal print e peles (algumas fakes outras não) acompanhadas por rapazes trajados em jaquetas de couro e gravata slim, além dos famosos que circulavam para dentro e fora do backstage. Afinal, só na passarela seriam 23 famigerados nomes do entretenimento nacional, além dos convidados. Loucura? Nem tanto. A organização soube lidar com os imprevistos de um evento para mais de 800 convidados. Costanza Pascolato, empresária e crítica de moda, elegantemente em um scarpin baixo mais conjunto em preto e joias, rememorou a carreira de Ricardo Almeida e o colocou ao lado de Fernando de Barros (ex-editor de moda da revista Playboy e considerado um dos mais importantes especialistas em moda masculina) dizendo que os dois "foram os heróis, os bandeirantes que desbravaram a moda masculina no Brasil". Ricardo Almeida lisonjeado agradeceu as palavras e pediu desculpas pela demora em dar o start no desfile, "não é das tarefas mais fáceis colocar 50 pessoas na passarela. Quero agradecer a presença de cada um de vocês que são pessoas importantes nestes meus 25 anos". Às 22h40, ao som do remix de Eu te proponho cantado por Roberto Carlos (toda a trilha foi com as músicas do Rei) o primeiro modelo adentra a passarela vermelha "ziguezagueante" abrindo os looks inverno 2011 da marca. No contraste entre cores claras e fortes (às vezes em look total), a coleção foi animada pela modelagem ajustada e acinturada de silhuetas longilíneas, ternos de lapelas-cachecois alongadas e assimétricas que extrapolavam as fronteiras, padronagem Príncipe-De-Gales, camisas xadrezes debaixo de coletes e acessórios desejáveis como a estola de coelho e as luvas de couro. A quebra da formalidade se dava na mistura do jeans e alfaiataria que Ricardo Almeida explicou ao Terra "ser muito importante", além da quebra da linha clássica do abotoamento transferindo para a lateral. Esta brincadeira ousada em busca da nova forma de vestir o homem também foi comentada pelo estilista com exclusividade para o Terra, "o homem moderno está mais informado e procura se inteirar mais sobre moda. Isso o torna um consumidor mais exigente". Sobre a principal mudança na mentalidade da moda masculina brasileira, ele fala: "a quebra dos preconceitos acaba libertando tanto o estilista que pode desenvolver suas ideias, como o cliente, mais audacioso na hora de vestir". A escolha do MASP para abrigar o desfile foi feita porque "é o cartão postal de São Paulo. O lugar mais chique, elegante e moderno que conheço", diz Ricardo Almeida. Assim foi a coleção de Ricardo, contemporânea e comedida. Sem as afetações. Hebe Camargo na fila final e acompanhada pelo dono da festa, vibrou e disse: "hoje eu sabia que sairia com alguém. Nunca vi tanto homem bonito e gostoso junto. Os homens brasileiros são bonitos e ficam melhores vestidos de Ricardo Almeida".
Nenhum comentário:
Postar um comentário